22 de enero de 2013 Comunicado de Prensa

Comisión Interamericana admite Caso Herzog y abre el análisis sobre la responsabilidad del Estado por las violaciones denunciadas

Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 2013 – A Comissão Interamericana de
Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA)
admitiu oficialmente o Caso Vladimir Herzog, por meio de um relatório de
admissibilidade aprovado no final do ano de 2012.
A decisão do órgão da OEA estabelece que não há empecilhos formais
ao prosseguimento da denúncia e dá início a uma nova fase na qual
são analisadas as questões de fundo do caso, a fim de decidir quanto à
responsabilidade internacional do Estado brasileiro pela tortura e morte do
jornalista, bem como pela denegação de justiça em relação aos graves crimes
cometidos.
O caso de Vladimir Herzog foi denunciado à CIDH pelo Centro pela Justiça e
o Direito Internacional, pela Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos
Humanos e pelo Grupo Tortura Nunca de São Paulo, e ilustra a omissão do
Poder Judiciário brasileiro em relação ao dever de investigar, processar e
punir graves violações de direitos humanos. Apesar das tentativas em âmbito
interno, nenhum dos envolvidos jamais foi responsabilizado penalmente pela
tortura e morte de Herzog.
Nesse sentido, a decisão de admitir o caso segue a jurisprudência firme
do Sistema Interamericano de Direitos Humanos no sentido de que “são
inadmissíveis as disposições de anistia, as disposições de prescrição e
o estabelecimento de excludentes de responsabilidade” que pretendam
obstaculizar a investigação e o julgamento dos perpetradores de graves
violações.
É uma mensagem clara de que os casos sobre a dívida histórica do país
não podem seguir impunes, e continuarão a ser analisados pelos órgãos do
Sistema Interamericano, tendo em vista que os compromissos internacionais
assumidos livremente e de boa-fé pelo Brasil determinam que se faça a justiça
em relação a estes crimes.
A expectativa é de que os membros do Judiciário se antecipem e atuem em
conformidade com tais obrigações internacionais. É preciso avançar e adequar
as decisões judiciais internas aos parâmetros da Convenção Americana sobre
Direitos Humanos, a fim de que disposições como a Lei de Anistia brasileira
não mais sejam interpretadas de modo a impedir que sejam investigados,
processados e punidos os responsáveis pelos crimes contra a humanidade
cometidos durante a ditadura militar.
A íntegra do relatório de admissibilidade da CIDH está disponível aqui.
O Caso Vladimir Herzog
Conforme a denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o
jornalista Vladimir Herzog foi executado após ter sido arbitrariamente detido por
agentes do DOI/CODI de São Paulo em outubro de 1975. A morte de Herzog
foi apresentada à família e à sociedade como um suicídio em 25 de outubro
daquele ano.
A investigação foi realizada por meio de inquérito militar, que concluiu pela
ocorrência de suicídio. Seus familiares propuseram em 1976 uma ação civil
declaratória que desconstituiu essa versão. Em 1992, o Ministério Público do
Estado de São Paulo requisitou a abertura de inquérito policial para apurar as
circunstâncias da morte do jornalista, mas o Tribunal de Justiça considerou
que a Lei de Anistia era um óbice para a realização das investigações.
No ano de 2008, com base em fatos novos, houve uma nova tentativa do
Ministério Público para iniciar o processo penal contra os perpetradores, mas
o procedimento foi novamente arquivado, dessa vez com base no argumento
de que os crimes estariam prescritos. O caso foi então levado ao Sistema
Interamericano de Direitos Humanos da OEA.

 

Rio de Janeiro- 22 de enero de 2013 – La Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) de la Organización de Estados Americanos (OEA) admitió oficialmente el caso Vladimir Herzog, por medio de un informe de admisibilidad aprobado a fines del año 2012.

La decisión del órgano de la OEA establece que no existen impedimentos formales para avanzar en el trámite de la denuncia y abre una  nueva etapa en laque se analiza el fondo del caso con la finalidad de decidir sobre la responsabilidad internacional del Estado brasileño por la tortura y muerte del periodista, así como la denegación de justicia ante los graves crímenes cometidos.

El caso de Vladimir Herzog fue denunciado ante la CIDH por el Centro para la Justicia y el Derecho Internacional,  la Fundación Interamericana de Defensa de los Derechos Humanos y el Grupo Tortura Nunca de Sao Paulo e ilustra  la omisión del Poder Judicial brasileño en relación a su deber de investigar, procesar y castigar graves violaciones a los derechos humanos. A pesar de los intentos en el ámbito interno, ninguno de los involucrados fue jamás responsabilizado penalmente por la tortura y muerte de Herzog.

En este sentido, la decisión de admitir el caso sigue la jurisprudencia firme del Sistema Interamericano de Derechos Humanos en el sentido de que “son inadmisibles las disposiciones de amnistía,  prescripción y el establecimiento de excluyentes de responsabilidad” que pretendan obstaculizar la investigación y enjuiciamiento de los perpetradores de graves violaciones.

Es un mensaje claro de que los casos sobre la deuda histórica del país no pueden seguir impunes e continuarán siendo analizados por los órganos del Sistema Interamericano, esperando que los compromisos internacionales asumidos libremente y de buena fe por Brasil determinen que se haga justicia en relación a estos crímenes.

La expectativa es que los integrantes del Poder Judicial se anticipen y actúen de conformidad con tales obligaciones internacionales. Es necesario que avanzar y adecuar las decisiones judiciales internas a los parámetros de la Convención Americana sobre Derechos Humanos para que disposiciones, como la Ley de Amnistía brasileña, no continúen siendo interpretadas de tal modo que impida que los responsables por crímenes de lesa humanidad cometidos durante la dictadura militar sean investigados, procesados y castigados.

El Informe de admisibilidad de la CIDH está disponible aquí

 

El caso Vladimir Herzog

De acuerdo con la denuncia presentada ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, el periodista Vladimir Herzog fue ejecutado tras haber sido arbitrariamente detenido por agentes del Destacamento de Operaciones de Informaciones/ Centro de Operaciones de Defensa Interna (DOI/CODI) de San Pablo en Octubre de 1975. La muerte de Herzog fue explicada  a la familia y a  la sociedad como un suicidio el 25 de octubre de ese año.

La investigación fue realizada mediante sumario militar , el que concluyó aceptando la hipótesis de  suicidio. En 1976, sus familiares presentaron una acción civil declaratoria que desmintió esa versión. En 1992, el Ministerio Público del Estado de San Pablo solicitó la apertura de  investigaciones policiales para conocer  las circunstancias de la muerte del periodista, sin embargo el Tribunal de Justicia consideró que la Ley de Amnistía era un impedimento para la realización de las mismas. En el año 2008, y con base en nuevos datos, hubo otro  intento del Ministerio Público para abrir un proceso penal contra los perpetradores, pero el procedimiento fue nuevamente archivado, en esta ocasión, con el argumento de que los crímenes estarían previamente prescriptos. El caso fue entonces llevado al Sistema Interamericano de Derechos Humanos de la OEA.

 

El Comunicado en Portugués está disponible aquí

Entrevista de Viviana Krsticevic con TV Brasil